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As Medicinas Tradicionais

Saúde; Medicinas Alternativas; Medicinas Naturais

As Medicinas Tradicionais

Saúde; Medicinas Alternativas; Medicinas Naturais

Qua | 19.09.18

A agno-casto ou alecrim-de-angola ajuda em várias doenças

Medicinas Alternativas

A poluição citadina, nomeadamente, do ar, da água, ambiente, pesticidas nos alimentos, comida industrializada, agro-industria, doenças típicas da civilização, drogas farmacêuticas e outros males contribuem para a infertilidade na mulher.

Foto:consultaplantas

 

Para resolver o problema de casais inférteis, alguns optam por uma série de tratamentos modernos, por vezes caros e mais ou menos eficazes. Dentre eles, os mais usados são o coito programado, inseminação artificial e a fertilização in vitro. Contudo, muitas vezes, não há problema de maior com o casal e uma ajuda natural e caseira resolve bem o problema.

 

Doenças que impedem a mulher de engravidar:

- Endometriose
A endometriose é uma das principais causas da infertilidade feminina. Ela ocorre quando o tecido do endométrio (camada interna do útero que "descama" mensalmente, a cada menstruação) cresce fora do útero.

 

- Óvulo de baixa qualidade
Óvulos danificados ou com anomalias cromossômicas, que não conseguem manter uma gestação. A idade costuma estar ligada ao problema, já que a qualidade dos óvulos cai significativamente a partir dos 35 anos.

 

- Problemas de ovulação
Problemas de ovulação são muito comuns em mulheres com dificuldade de engravidar. Eles acontecem quando o óvulo não chega a amadurecer, ou então quando os ovários não conseguem mais liberar um óvulo maduro todo mês (também chamado de falência ovariana prematura ou menopausa precoce).

 

- Problemas nas tubas uterinas
Trompas de Falópio (ou tubas uterinas) bloqueadas ou danificadas impedem que os espermatozoides cheguem ao óvulo, ou que o óvulo fertilizado chegue ao útero. As causas mais comuns são doença inflamatória pélvica, doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, aderências e laqueadura anterior.

 

Síndrome dos ovários policísticos/poliquísticos
Na síndrome dos ovários policísticos (SOP), há um desequilíbrio hormonal: os ovários contêm inúmeros pequenos cistos/quistos e a ovulação não ocorre regularmente.

 

Conhece esta planta?

Atenção, pois ela ajuda e muito a engravidar.

 

Nome científico: Vitex agnus-castus L. 

 

Família: Verbenaceae. 

 

Outros nomes populares: alecrim-de-angola, agno-casto, árvore-da-castidade, cordeiro-casto, flor-da-castidade, pimenteiro-silvestre, Agnocasto (espanhol, italiano), Arbre au poivre (francês), agnocasto, Ajerobo, casto, Jorobo, Gatillo e Sauzgatillo (castellano), Flor d’aloc e Simbla (catalán), Panjangusht (sánscrito), Ranukabija (hindu), Salitzuqui (basco). 

 

Constituintes químicos: 1,8-cineol, agnusídeo, alfa e beta-pineno, aucubino, bornil-acetato, casticana, eurostosídeo, isovitexina, limoneno, orientina, sabineno, viticineno. 
- Sumidades floridas: flavonóides: casticina, homoorientina; glucsídos iridoídeos: aucubosídeo, agnosídeo; taninos, princípios amargos. 
- Frutos: óleo essencial (0,5%) rico em cineol e pineno. 

 

Propriedades medicinais: antidisentérico, antiestrogênico, antiinflamatório, anti-séptico, calmante, carminativo, diurético, emenagogo, espasmolítico, estimulante, estimulante da secreção de LH, expectorante, galactagogo, inibidor da secreção do hormônio FSH (em casos de excesso), inibidor da secreção de prolactina, sedante, vulnerário. 

 

Indicações: acne associada à tensão pré-menstrual, alterações bruscas de humor, amenorréia, bronquite, cefaléia, dor de estômago, diabetes, diarreia, diminuir a irritação, dimensionaria, distonias neurovegetativas (ansiedade, insônia, palpitações, taquicardia, vertigens), doenças fibrocísticas (quistos) das mamas, ejaculação involuntária, erisipela, espasmos gastrintestinais, feridas, equilibrar a secreção de hormônios femininos, espasmo, gases, gripe, diminuir a testosterona nos homens, hematúria, hemorróidas, incrementar a produção de progesterona nas mulheres, infertilidade feminina, inibir a produção de prolactina, meopausia, regular a produção de prolactina, regular a menstruação, reduzir os impulsos sexuais masculinos, resfriado, retenção de líquidos, reumatismo, síndrome pré-menstrual, sintomas da menopausa e da TPM, transtornos de hiperfoliculinemia ou hiperprolactinemia. 

 

Notas: 
- LH (hormônio luteinizante); 
- FSH (Hormônio Folículo Estimulante; 
- Na ausência do LH, a produção de FSH cessa imediatamente, e quanto mais LH é produzido, mais FSH é secretado; 
- Na mulher, o FSH é responsável pelo crescimento e maturação dos folículos ovarianos durante a ovogênese. Uma resposta positiva é exercida sobre o hipotálamo e sobre a pituitária durante a fase folicular do ciclo ovariano, resultando em um pico de LH e liberação de FSH, o que faz com que o folículo de Graaf se rompa e libere o óvulo, resultando na ovulação; 
- A secreção de LH e FSH diminui durante a fase lútea; 
- Níveis diminuídos e até mesmo a ausência de FSH levam à infertilidade masculina e feminina; 
- O excesso de FSH em mulheres pode indicar deficiências nos ovários associadas à síndromes e até puberdade precoce; 
- Nos testículos, o excesso de FSH causa níveis altos de testosterona. 
- É importante notar que o Agno-castro tem uma função reguladora de FSH, especialmente em mulheres com excesso do mesmo, excesso esse que inclusive pode ser causa de infertilidade, por produzir óvulos sem a maturidade adequada à fertilização. 
- tanto em homens como em mulheres "acalma o excesso de sexualidade". Esta ação é mais visível em homens e em mulheres que tenha a sexualidade muita acentuada. 

 

Parte utilizada: frutos secos, flores. 

 

Contra-indicações/cuidados: gestantes, lactantes, mulheres que fazem tratamento hormonal, para quem tem défícit metabólicos de FSH. 

 

Efeitos colaterais: erupções cutâneas moderadas e desarranjo intestinal em menos de 2% das mulheres durante o uso do agnocasto. Pode aumentar o fluxo menstrual e cefaléias. 

 

Modo de usar: 
USO INTERNO: 
- infusão: uma colher de sopa em 200 ml de água fervente. Deixar 15 minutos. Tomar 2 a 4 vezes ao dia: diurético, antidisentérico, expectorante, hematúria, hemorróidas, diabete, problemas menstruais e de menopausa, lactação deficiente, ejaculação involuntária, reumatismo, diarréia, gastralgia, amenorréia, bronquite; 


USO EXTERNO: 
- infusão acima: banho de erisipela; 
- compressa em torno do pescoço das folhas frescas moídas, misturadas com gordura, até virar uma pasta: gripe e resfriado. 

 

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Fonte:

As Medicinas Alternativas