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As Medicinas Tradicionais

Saúde; Medicinas Alternativas; Medicinas Naturais

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Saúde; Medicinas Alternativas; Medicinas Naturais

Sex | 09.11.18

A saúde dos Hunzas

Medicinas Alternativas
 

 ”Os Segredos de Saúde dos Hunzas”. Um livro do autor Chrisitan H. Godefroy 

No entanto, o mais surpreendente desta pequena "nação" situada entre as serras da região é a sua notável capacidade de manter sua juventude e saúde: os Hunza banham-se em água gelada, mesmo a 15 graus abaixo de zero, jogam jogos desportivos, inclusive após os 100 anos, mulheres 40 anos parecem adolescentes e de 65 dão à luz. No verão, comem frutas e vegetais crus; no inverno, damascos secos, brotos de feijão e queijo de ovelha.

O médico escocês Robert McCarrison, que foi o primeiro a descrever o 'Vale Feliz', enfatizou que os Hunza consomem quase nenhuma proteína. Num dia, em média, comem 1.933 calorias, incluindo 50 gramas de proteína, 36 gramas de gordura e 365 gramas de carboidratos.

De acordo com as conclusões de McCarrison, precisamente a dieta é o principal factor da longevidade desta nação. Por exemplo, as nações vizinhas, que vivem nas mesmas condições climáticas, mas não comem adequadamente, sofrem de uma variedade de doenças e têm uma expectativa de vida 2 vezes mais curta.

Outro especialista, R. Bircher, destacou os seguintes benefícios do padrão alimentar dessa nação incrível: é vegetariano, tem uma grande quantidade de alimentos crus, frutas e vegetais predominam na dieta, os produtos são totalmente naturais e têm períodos regulares de jejum.

Sobre o segredo de sua longevidade, o povo de Hunza recomendam manter uma dieta vegetariana, trabalhar e estar em constante movimento. Entre outros benefícios desta forma de vida, figuram a alegria incluem - os Hunza sempre estão de bom humor - e controle dos nervos, não conhecem o stress.

Vale de Hunza com riacho vindo das montanhas geladas.

Povo do Vale de Hunza

Este povo está situado nas montanhas do Himalaia no extremo norte da Índia, onde se juntam os territórios de Caxemira, China, Índia e Paquistão. São apenas 30 mil habitantes em um vale paradisíaco com 2.500 mil metros de altitude, nas montanhas do Kush Hindu.

Vale de Hunza com as montanhas geladas e o córrego proveniente das geleiras/glaciares.

A região onde vivem os Hunza é chamada de “Oásis da Juventude”. Seus habitantes amigáveis e hospitaleiros quase nunca ficam doentes, eles aparentam serem muito mais jovens do que realmente são e lá processo de envelhecimento parece caminhar mais lento. Inclusive pessoas com 100 anos disputam partidas a céu aberto. Não é raro os anciões atingirem os 130 anos e alguns deles os 145 anos, segundo Chrisitan H Godefroy autor do livro ”Os Segredos de Saúde dos Hunzas”.

Foi um médico escocês, Mac Carrisson que descobriu esse povo e com ele conviveu por 7 anos. Primeiramente constatou que os Hunzas eram dotados de uma saúde excepcional. Parece que eram imunizados contra as doenças modernas principalmente o câncer/cancro e o enfarto do miocárdio e que não conheciam a palavra, doença. De fato, eles estão resguardados da artrite, varizes, obstipação intestinal, úlceras gástricas, apendicites e o mais surpreendente é que as crianças não apresentam caxumba, sarampo ou varicela e a mortalidade infantil é muito baixa. Não é raro ver os Hunzas de 90 anos procriarem e as mulheres com mais de 80 anos passarem por mulheres ocidentais com 40 anos, isto se estiverem em plena forma.

O Dr. Mac Carrisson referiu ter encontrado mulheres Hunza “com mais de 80 anos que executavam, sem a menor aparência de fadiga, trabalhos físicos extremamente árduos durante horas. Vivendo nas montanhas, elas são obrigadas a subir desníveis consideráveis para realizar as suas tarefas quotidianas. Além disso, mesmo em idade avançada as mulheres Hunza permanecem esbeltas e têm um porte de rainha, caminhando com agilidade e elegância. Elas não conhecem a existência da palavra dieta e ainda menos a da obesidade. A celulite também não tem qualquer significado para elas. Os homens são igualmente surpreendentes devido à resistência e vigor, apesar da idade”.

 

Segundo o livro acima citado, a regra de base da alimentação desse povo é a frugalidade: “Uma frugalidade que não seria excessivo qualificar de extrema.

Os Hunza só tomam duas refeições por dia. A primeira refeição é ao meio-dia. Ora como os Hunza se levantam todas as manhãs por volta das cinco horas, isto pode surpreender-nos, a nós que estamos habituados a tomar almoços copiosos, embora a nossa vida seja essencialmente sedentária. Os Hunza conseguem realizar os seus trabalhos árduos de agricultura durante toda a manhã com o estômago vazio”.

É interessante comentar que a actividade física ou exercício feito em jejum proporciona os maiores efeitos de indução enzimática das enzimas antioxidantes, SODCu-Zn citoplasmática e a SODMn mitocondrial, entretanto devemos salientar que o aumento da capacidade antioxidante não proporciona longevidade de 110- 120 anos.

Já a frugalidade, com uma restrição calórica de 30% é a única maneira provada na literatura médica de bom nível de aumentar a expectativa de vida de mamíferos.

Ainda de acordo com o livro de Godefroy, “Os Hunza alimentam-se principalmente de cereais, incluindo a cevada, o milho miúdo, o trigo mourisco e o trigo candial (novo). Consomem igualmente, com regularidade, frutas e legumes que, de um modo geral, comem frescos e crus ou cozidos apenas muito ligeiramente.

Entre os seus frutos e legumes predilectos, contam-se a batata, as ervilhas, o feijão, a cenoura, o nabo, a abóbora, o espinafre, a alface, a maçã, a pêra, o pêssego, damasco, as cerejas e as amoras. O caroço do damasco é particularmente apreciado e sempre presente na mesa dos Hunza. Eles consomem o miolo do caroço do damasco ao natural ou extraem-lhe o óleo através de um processo transmitido de geração em geração.

O queijo é para os Hunzas uma fonte de proteínas animais. Quanto à carne, não é completamente banida da mesa, mas só é consumida em ocasiões raras, por exemplo, em casamentos ou em festas, e mesmo aí as porções são extremamente reduzidas. A carne é cortada em pequenos bocados e cozida muito lentamente. É rara a carne de vaca e a de carneiro, já que a de criação é mais acessível. Mas o que é mais importante reter é que, sem serem totalmente vegetarianos, os Hunzas, em grande parte devido a razões exteriores, não concedem lugar à carne na sua ementa "quotidiana”.

 

O iogurte ocupa, tal como os legumes, um lugar importante na alimentação. Não foram somente os Hunza que compreenderam as propriedades do iogurte. Os Búlgaros, que são grandes adeptos do iogurte, contam na sua população mais de 1666 nonagenários por milhão de habitantes. No ocidente, temos apenas nove nonagenários por milhão de habitantes. A diferença, que é considerável, dá o que pensar e incentiva certamente o consumo de iogurtes. Entretanto, nonagenários com doenças é muito diferente do que estamos tratando aqui.

“As nozes, as amêndoas, as avelãs e os frutos ocupam um lugar importante no menu Hunza. Acompanhados de frutas ou de verduras, por exemplo, na salada, constitui para eles uma refeição completa. Não se pode falar devidamente da alimentação do povo Hunza sem fazer referência a um alimento que é a sua base, ou seja, um pão especial chamado chapatti. Os Hunzas comem este pão em todas as refeições. Os especialistas acreditam que o consumo regular deste pão especial tem influência no fato de um Hunza de 90 anos ainda conseguir fecundar uma mulher, o que, no Ocidente, não passaria de uma fantástica proeza. O chapatti contém realmente todos os elementos essenciais, pois na sua composição entram a farinha de trigo integral, incluindo o gérmen da semente e as farinhas de cevada, de trigo mourisco (sarraceno) e de milho miúdo”

No livro de Godefroy encontramos a receita deste pão, alimento indispensável na mesa deste povo. “As quantidades que indicamos dão para dez doses. A preparação não é muito demorada, exigindo menos de uma hora. Em primeiro lugar, obtenha grãos de moagem recente. Uma mistura de 250 gramas de trigo candial (novo) e de trigo sarraceno dá excelentes resultados nas seguintes proporções: 1/3 de trigo candial e 2/3 de trigo sarraceno, ou seja, no caso que apresentamos, cerca de 80 gramas de trigo candial e 170 gramas de trigo sarraceno, meia colher das de café de sal grosso e 100 gramas de água. Comece por misturar o sal com a farinha. Acrescente lentamente a água, misturando bem para obter uma mistura homogénea, sem grumos. Logo que acabe de colocar toda a água, trabalhe a massa sobre uma superfície enfarinhada, até ela deixar de se colar aos dedos. Embrulhe-a num pano húmido e deixe-a em repouso durante meia hora.

Em seguida faça bolas de cerca de 4 cm de diâmetro e calque-as de modo a formar uma espécie de bolachas muito finas. Coze-las em fogo brando, sobre grelha fina ligeiramente untada. Vire-as a meio da cozedura. O chapati pode ser servido de diversas maneiras, com queijo, compotas, mel...”

“É importante ressaltar que para o povo Hunza não existe a aposentadoria, as pessoas mesmo com idade avançada, além do respeito com que são tratadas continuam as suas actividades com alegria e disposição. Os idosos são alvo de uma grande admiração por parte dos jovens. Em vez de interromperem bruscamente as suas actividades, eles optam por modificar gradualmente a natureza das mesmas, o que, de resto, não os dispensa sequer das actividades físicas às quais se entregam até uma idade avançada”, segundo o livro referência.

Infelizmente o autor não lança nenhuma hipótese para o que está acontecendo em Hunza, excepto o nobre convite para nós ocidentais imitarmos o quanto possível a alimentação e o estilo de vida deste povo. Como já ressaltamos dieta ou estilo de vida não explica a grande longevidade sem doenças encontradas nestas regiões, entretanto, esses preceitos são de enorme importância para uma vida com saúde.

 

Obs.:

Não sei se isto é mesmo verdade, não posso confirmar nem desmentir. Já li sobre o assunto e uns desmentem e outros confirmam sobre a longevidade do povo Hunzukuc (e não Hunzas) eles habitam um vale de nome Hunzas. Há umas boas décadas viviam isolados, não havia estrada e os contactos com chineses, paquistaneses ou idianos eram muito raros precisamente devido ao isolamento. Segundo o que apurei, a partir de 2000 a situação alterou-se e o viajante Holger Henniger que vivei com eles algum tempo, atestou que devido à construção da estrada chegaram os hábitos ocidentais e com eles a degradação.

A vegetação serrana é extremamente escassa. Ele viu árvores, que a maioria produziam damascos. Por obterem pouca madeira raramente aqueciam a comida. Damascos, maçãs, uvas, pêssegos, peras, cerejas e várias bagas, cereais, principalmente a cevada (para fazer pão achatado e crocante ao sol), algum leite de cabra, a maior parte do leite é para o queijo fresco. No Inverno, a comida é escassa, comem então predominantemente frutos secos e fazem muito jejum.  

Para alcançarem os seus campos, os agricultores percorrem muitas vezes, 30 km por terrenos montanhosos. Ainda assim eles não perdem o bom humor. A fé e a meditação faz parte da vida quotidiana/cotidiana. Além disso, a velhice por ali tem um relevante e importante peso, em contraste com as culturas ocidentais que atiram os idosos para os lares, em vez de continuarem como se faz no vale dos Hunzas, dentro da família e fazerem parte da sociedade.

Eu conheço a China ocidental, não muito longe dali do vale dos Hunzas, em terrenos bem montanhosos, ar puro, água pura, alimentos biológicos e onde todos, mesmo os anciãos, têm percorrer alguns km por terrenos com diferentes altitudes para alcançarem os seus terrenos cultivados. Disseram-me que alguns dos cidadãos chineses que tive oportunidade de ver, tinham alcançado idades para mim invejáveis. Não pude confirmar através de algum documento oficial, no entanto verifiquei que por ali não era raro 4 a 5 gerações viverem debaixo do mesmo tecto.

 

CAMPODIMELE - Pequena localidade a su de Roma

Tem apenas 850 habitantes. As estatísticas italianas confirmam que é ali que se atinge a maior longevidade. Em média as mulheres atingem os 91 anos e os homens 93 anos. A OMS estudou estes habitantes durante 10 anos. Todos cultivam os seusalimentos, desde legumes, frutas e ervas aromáticas nas suas hortas e todos têm a sua própria oliveira, cuja azeitona é transformada em azeite de grande qualidade devido à pressão a frio. Carne muito raramente é consumida, algum peixe uma vez por outra, apenas 3 gr. de sal (enquanto na UE são 7 gr. de sal por habitante). Fazem o seu próprio pão de cereais originais em vez das habituais sementes convencionais (híbridas, adulteradas e até OGM). Consomem em média 1 a 2 copos de vinho tinto por dia. E descansam muito, a sesta do dia é sagrada. Por isso não será de estranhar, ali as ditas doenças da civilização são desconhecidas.

 

OKINAVA - Japão

Estes cidadãos têm hábitos parecidos aos Hunzukuc. Têm as suas próprias hortas e cultivam quase tudo de que se alimentam. A regra principal parece ser esta, "parar de comer antes de se sentir saciado". Comem também algas, cogumelos, arroz integral, plantas marítimas e algum peixe cru.

 

VICABAMBA - O val dos centenários

São cerca de 5.000 equatorianos e são famosos pela sua longevidade. A localidade tem sido palco de uma "perigrinação" de cientistas e médicos desejosos de conhecerem os motivos dessa longevidade. Pensa-se que os motivos poderão ser o excelente clima dali, o ar puro, a água pura e uma alimentação muito pobre em carne. Para além disso os habitantes são muito sociáveis e pacíficos. Também por ali os idosos movimentam-se até ao fim das suas vidas.

 

No caso da Bulgária!

Pelo que sei poderá ter a ver também muitos deles têm uma ligação com a terra, hortas, alimentarem-se frugalmente, comem sobretudo cereais, legumes, frutas, kefir, leite e queijo de cabra, algum peixe, a maioria não come carne. Um dado que parece ser comum entre na Bulgária, quase todos os nonagenários parecem seguir as práticas de 2 mestres espirituais búlgaros que já partiram, chamados Beinsa Danow e Omraam Mikhaël Aïvanhow.

  

O que todos eles têm em comum?

- Eles alimentam-se do que a sua região produz

- A maior parte deles tem a sua própria horta

- Conservas e produtos industriais não constam das suas refeições

- Não utilizam o açúcar

- O sal é integral e utilizado com parcimónia/sensatez

- Carne é consumida quase exclusivamente em dias de festa

- Movimentam-se e sobretudo ao ar(puro) livre

- Os idosos são bem aceites e apreciados

- Alimentam-se frugalmente

  

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Fontes:

gesundheitsfundament

https://as-medicinas-alternativas.blogs.sapo.pt/os-segredos-de-saude-dos-hunzas-157167