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As Medicinas Tradicionais

Saúde; Medicinas Alternativas; Medicinas Naturais

As Medicinas Tradicionais

Saúde; Medicinas Alternativas; Medicinas Naturais

Ter | 27.11.18

Os turnos

Medicinas Alternativas
 

... os/as estudos/investigações actuais não são nenhuma novidade, pois a Medicina Aiurvedica, a Medicina Tradicional Chinesa e até mesmo a Medicina Rus, há milénios que sabem como o trabalho por turnos, - sobretudo o da noite - é um trabalho desgastante para o ser humano.

Em Portugal, no terceiro trimestre de 2016,  quase 750.000 pessoas trabalhavam por turnos. Destes, cerca de 500.000 trabalhavam no turno da noite.

Enfermeiros, médicos, mineiros, motoristas de camiões e de autocarros, operários de fábricas/usinas, polícias/policiais, seguranças, taxistas, vigilantes ... A lista de profissões que, trabalham com horários rotativos é vasta e os distúrbios associados a esta prática também. 

Um estudo de uma equipa de cientistas/ investigadores da universidade de Swansea da Inglaterra, concluiu, trabalhar por turnos rotativos provoca danos na função cerebral
O estudo, publicado em 2014, demorou 15 anos a estar concluído. Durante este período, os cientistas/investigadores observaram 3.000 pessoas que trabalhavam por turnos rotativos, depois compararam com outros profissionais com horários ditos regulares. 

Os trabalhadores por turnos apresentavam problemas de processamento rápido de informação, juntamente perda de memória e uma deterioração geral das capacidades cognitivas comparativamente às pessoas com horários fixos. Segundo os cientistas da Universidade de Swansea, estes horários colocam não só a saúde dos trabalhadores por turnos em causa mas também de todas as pessoas com quem estes convivem.

Segundo os cientistas/investigadores, a situação poderá ainda assim ser revertida, caso os trabalhadores larguem este modelo de ganhar a vida, i.e. os turnos. No entanto, podem ser necessários pelo menos cinco anos para recuperar algumas capacidades cognitivas. 

Outros estudos concluíram que o trabalho por turnos nocturnos reduz a esperança média de vida e aumenta as probabilidades de sofrer de um acidente cardiovascular. Os cientistas afirmam que entre 1988 e 2010 monitorizaram mais de 75 mil enfermeiras, basta as mulheres trabalharem durante cinco anos neste modelo para verem a sua esperança média de vida encurtada
E, caso o façam durante 15 anos ou mais, aumentam as hipóteses de morrerem de cancro do pulmão.

Outros estudos sugerem que a falta de rotina do sono, associada a estes horários menos habituais mas também quem tem horários de sono irregulares (insónia)e/ou  leva preferencialmente uma vida noctívaga, está intimamente ligada não só a problemas cognitivos como também a depressões, a problemas de coração, de tiróide, problemas esses que podem por fim levar ao enfarte de miocárdio e/ou AVC.
Em Junho de 2016, a universidade de Uppsala - Suécia, demonstrou, o trabalho rotativo afecta a concentração e a capacidade de aprendizagem.

A pesquisa que incidiu em 7000 indivíduos foi publicada numa revista sobre neurobiologia e envelhecimento . “Os nossos resultados indicam que o trabalho por turnos está ligado a piores desempenhos num teste que é frequentemente utilizado para avaliar problemas cognitivos”, explicou Christian Benedict, professor no Departamento de Neurociência na universidade de Uppsala. 

Meio milhão de portugueses no turno da noite

Segundo dados do INE, há  quase 750 mil portugueses que trabalham por turnos no país. E há 492.100 trabalhadores que trabalham no turno da noite. 

A maioria destas pessoas trabalha no sector dos serviços 363 400, seguindo-se o sector da indústria, construção, energia e água com 117.200 trabalhadores e finalmente o da agricultura, produção animal, caça e pesca com 11.500.
Os dados são referentes ao terceiro trimestre de 2016. Segundo as contas do INE, a maioria das portugueses com este tipo de horário laboral nocturno são homens: 347.200, contra 144.800 mulheres. 

 

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Que o teu alimento seja o teu único medicamento! Hipócrates - Pai da Medicina